Quantas pessoas você conhece que se consideram verdadeiramente felizes?
Não hesito em afirmar que, para a maioria de nós, é difícil responder a essa pergunta, sem antes questionar, inclusive, a respeito da nossa própria felicidade.
Mais ainda, temos dificuldade de nos declarar como seres verdadeiramente felizes.

Mas o que é mesmo essa tal felicidade? Como alcançá-la?
Quando crianças, ainda não tínhamos um conceito intelectual do que é ser feliz. Isso porque é através do sentir que a criança se conecta com a vida. A criança não sabe que é feliz, ela simplesmente sente felicidade.
Não é à toa que as nossas memórias mais felizes têm uma ligação com a nossa infância. Ao longo da vida, aprendemos a definir o estado de felicidade e isso se dá a partir de eventos externos.
Passar no vestibular, comprar um carro, casar, ter um bom emprego, ter um filho, viajar, casa própria… A lista pode ser infinita!
O ponto é que, de acordo com essa definição, felicidade é um estado de ter e não mais de sentir.
Ela está, portanto, em qualquer lugar que não dentro de nós mesmos.
E mais, ela está no futuro.
O resultado disso é um completo distanciamento desse estado de bem estar, que se torna tão inatingível quanto desejado.
Se eu pudesse definir uma rota, um caminho de reencontro com a felicidade, eu diria apenas uma palavra: sinta.
Exercite silenciar o impulso de entender e conceituar a vida.
Se conecte com sabedoria da criança. Sentir nos faz estar totalmente na presença consciente do aqui e agora, que é onde a vida acontece de verdade.
Que é onde ser é possível, inclusive feliz.
Vivemos buscando novas estradas para ter novos resultados, guiados pela máxima que diz que caminhos conhecidos nos levam aos mesmos resultados.
Mas você já imaginou que a resposta pode estar em algo que você deixou de fazer?
A felicidade é um estado de consciência.
Ser feliz é se permitir sentir.

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